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A dona de casa Marilene Barbosa dos Santos, 39 anos, teve uma gravidez de alto risco. Mãe do pequeno Kinmany, hoje com 8 meses, ela passou momentos complicados durante a gestação. “Eu estava com depressão e não tive o acompanhamento do meu marido. Passei por situações muito difíceis, mas acabei sendo acolhida”, lembra a dona de casa.

          O acolhimento ao qual Marilene se refere foi da equipe do projeto de extensão TransformaDor, vinculado à Faculdade de Educação (ICED/UFPA). Ela conheceu o trabalho durante o pré-natal, na Unidade Municipal de Saúde do bairro da Pratinha, em Belém. “O projeto me ofereceu momentos diferentes. O que eu mais gostei foi do ‘ritual de despedida da barriga’. É um momento inesquecível. E aqui está o Kinmany, fazendo barulho”, relata a mãe emocionada.

O TransformaDor é formado por uma equipe multi-transdisciplinar e conta com o apoio de  assistentes sociais, enfermeiras, obstetras, doulas, profissionais da educação e alunas de graduação. Para a estudante de Medicina da UFPA Maria Eduarda Souza, uma das 21 voluntárias do projeto, a experiência é muito gratificante. “Estamos sempre em busca de qualificação, procurando melhorar o atendimento às mulheres, tirar as dúvidas delas sobre a gravidez. Isso é emocionante e é bom para mim como pessoa e como futura profissional que serei” diz a estudante.

Maria Eduarda revela ainda a mudança no olhar a respeito das mulheres grávidas, refletindo especialmente sobre as dificuldades e a sensibilidade desse momento. “Nós damos aulas a elas sobre a violência obstétrica. Para deixar um pouco mais didático, nós fazemos dinâmicas com o corpo, para relaxarem, além das danças circulares e o ritual da despedida da barriga. Tudo isso quero levar para a minha formação”, conta a voluntária.

As “danças sagradas circulares da paz” e o “ritual de despedida da barriga” fizeram parte das atividades realizadas em 2016 na UMS da Pratinha. Segundo a atriz Marluce Araújo, professora da Escola de Teatro e Dança da UFPA (ETDUFPA), as atividades proporcionam a sensibilização poética das grávidas, para que possam ver de maneira mais leve a gestão. “Eu sempre escolho uma narrativa, pois trabalho, também, com a contação de histórias, para poder receber as pessoas”, explica a atriz.

Parir sem violência, com amor

De acordo com os dados da pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo, divulgada em 2010, uma em cada quatro mulheres brasileiras sofre algum tipo de violência durante a gravidez, no parto, no pós-parto ou em situações de abortamento.

Foi para combater esse tipo de violência de gênero e violação de direitos contra o corpo da mulher que surgiu o TransformaDor, coordenado pela professora Edna Abreu Barreto, do Instituto de Ciências da Educação da UFPA. “O projeto nasce com a ideia de empoderar mulheres, especialmente, em condições de vulnerabilidade social. E atendemos, também, alunas da UFPA,  conta a coordenadora do projeto.

Para mostrar os resultados de um ano das atividades, a equipe produziu o vídeo documentário “TransformaDor: Parir com amor, sem violência”. “A cada reunião, nós fazíamos um registro e achamos interessante mostrar em imagens o que produzimos. Para isso, selecionamos 25 fotos e um vídeo feito a partir de gravações de alguns momentos das reuniões”, relata Edna Barreto.

Em 2016, o projeto realizou 10 encontros formativos na Unidade Municipal de Saúde da Pratinha e 4 encontros na Universidade Federal do Pará, resultando no atendimento de 430 pessoas, entre grávidas e familiares, técnicos da UMS da Pratinha e alunas da UFPA.

Para 2017, a expectativa é continuar com as ações. “O trabalho tem muito sucesso, muita visibilidade e conta com a ajuda de muitos voluntários. Mas precisamos também de um apoio financeiro. Estamos discutindo com a própria Universidade para ver a melhor forma de garantir a infraestrutura e possibilitar resultados ainda melhores”, deseja a coordenadora do TransformaDor. 

 

Reportagem:  Hojo Rodrigues

A primeira Aula Magna da Semana do Calouro 2017 da UFPA teve como tema “Dos pássaros planadores ao dirigível: Júlio Cézar Ribeiro de Souza e realização da navegação aérea”. A aula foi ministrada pelo professor doutor Luis Carlos Crispino, da Faculdade de Física da UFPA. Ele falou do desenvolvimento de pesquisas realizadas na universidade, da divulgação científica e da produção e divulgação de materiais audiovisuais na internet sobre ciência e tecnologia. 

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Na última aula magna realizada para marcar as boas-vindas aos novos estudantes da Universidade Federal do Pará, o professor e poeta João de Jesus Paes Loureiro contou um pouco da trajetória acadêmica dele, desde a entrada como estudante de Direito até se tornar professor dos cursos de Letras, Filosofia e Comunicação. 

“Eu queria receber os calouros com alegria, com entusiasmo e instigar neles a alegria e o entusiasmo por entrarem na universidade. Mas ao mesmo tempo despertar neles o espirito critico diante daquilo que a universidade tem como história. Mas que fosse, sobretudo, uma mensagem de esperança, de sonho, de alegria e da responsabilidade do calouro em criar o seu destino”, explicou Paes Loureiro sobre a escolha do tema da palestra “Caminhos, encruzilhadas, sonho e realidade”.  

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O público alvo foram os novos estudantes dos cursos de Administração, Arquivologia, Biblioteconomia, Ciências Econômicas, Ciências Contábeis, Direito, Serviço Social, Turismo, Filosofia, Ciências Sociais, História, Geografia e Psicologia.

Na programação, a palestra “Sexualidade e Verdade em Michel Foucault”. A partir referências do autor francês, o professor de Filosofia Ernani Chaves explicou as relações entre sexualidade e verdade. O palestrante também usou as teorias de Foucault para debater questões atuais como a diversidade sexual. Uma forma de mostrar como a Filosofia pode ajudar a combater a discriminação enfrentada, principalmente, pela comunidade LGBT.

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Atentos e curiosos, os calouros das áreas de Ciências Biológicas e da Saúde participaram do terceiro dia de aula magna, na Universidade Federal do Pará (UFPA).

Os novos estudantes assistiram palestra com o tema “Síndrome metabólica e fatores de risco para doenças cardiovasculares no arquipélago do Marajó: um problema de saúde pública”.

A aula no Centro de Eventos Benedito Nunes foi ministrada pelo diretor geral do Instituto de Ciências Biológicas da UFPA (ICB), Ricardo Vieira. De acordo com o professor, o assunto síndrome metabólica no Marajó foi apresentado aos calouros por representar doenças não transmissíveis e que estão aumentando, cada vez mais, na Amazônia, como a obesidade, diabetes, hipertensão e colesterol alto.

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