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 Com a participação de pesquisadores de quatro estados brasileiros, a Comissão de Regularização Fundiária da Universidade Federal do Pará (CRF-UFPA) e o Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação (CTIC) iniciam nesta sexta-feira, 23 de junho, das 9 às 18 horas, na sala da Pró-Reitoria de Administração, localizada no prédio anexo à Reitoria da instituição federal de ensino, o treinamento sobre o Sistema de Apoio à Regularização Fundiária (Sarf). O software permite coletar as informações sobre o perfil cadastral do terreno, do imóvel e os dados socioeconômicos e jurídicos das comunidades beneficiadas com a regularização fundiária, além de automatizar a emissão da planta do lote, da quadra, do memorial descritivo, do parecer jurídico e a emissão do título de propriedade.

Participam do treinamento gestores do Ministério das Cidades, professores e pesquisadores das universidades Federal de Pernambuco, ABC Paulista e da Universidade Federal Rural do Semi-Árido do Rio Grande do Norte (Ufersa), além da Universidade Federal do Pará.  O treinamento será ministrado por Gustavo Maués, consultor de Arquitetura de Sistemas Web e Banco de Dados para Informações Geográficas do Projeto Moradia Cidadã, e Myrian Cardoso, coordenadora técnica operacional do projeto. Participarão, também, Marlene Alvino, presidente da CRF-UFPA, e André Montenegro, professor da Faculdade de Engenharia Civil (FEC) e coordenador Geral do Projetos da CRF-UFPA, entre outros membros da Comissão.

HISTÓRICO - O software foi desenvolvido pelos consultores em tecnologia da informação, comunicação e geoprocessamento do Projeto Moradia Cidadã, uma parceria que envolve, desde 2013,  a UFPA, o Ministério das Cidades,  por meio da atual Secretaria Nacional de Desenvolvimento Urbano,  e as  prefeituras de Mãe do Rio, Nova Esperança do Piriá, Capitão Poço, Tomé-Açu, Ipixuna do Pará e Concórdia do Pará,  municípios localizados na Região do Nordeste do Estado do Pará, além da participação da Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp). Para Elói Faveiro, professor pesquisador do Projeto Moradia Cidadã, o sistema consolida uma caminhada iniciada na década de 80, quando as primeiras experiências de regularização fundiária foram desenvolvidas pela universidade em suas próprias terras.

Segundo o pesquisador, a ferramenta que revoluciona a coleta de dados no campo da regularização formará um grande banco de dados sobre a realidade fundiária de comunidades locais, municípios amazônicos, estados e da federação brasileira, além de transferir estes conhecimentos para pesquisadores, gestores públicos, técnicos e estagiários das prefeituras que trabalham com regularização. Ele foi desenvolvido em software livre na tecnologia Java e possui uma arquitetura de multiplataforma, permitindo o registro de milhões de unidades no Pará e no Brasil. “O software é uma referência e um grande aliado para imprimir mais rapidez à titulação de terras na Amazônia Legal e no Brasil”, sinaliza Elói.

 PARCERIA - Myrian Cardoso, coordenadora Técnica Operacional do Projeto Moradia Cidadã explica que, que conforme os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e do Programa Terra Legal, de 2007, existiam nos seis municípios paraenses beneficiados mais de 54 mil pessoas residentes em 1.550 hectares, que ocupavam aproximadamente 14 mil imóveis.  “Atualmente estão digitalizados no Sistema mais de 15 mil lotes, que envolvem moradia, igrejas, cooperativas e outros segmentos sociais beneficiados com a regularização. Nesta etapa compartilharemos o conhecimento com os pesquisadores das instituições acadêmicas brasileiras. Estamos organizando para os dias 26 e 27 de junho o treinamento para os gestores e técnicos de diversas prefeituras do Nordeste paraense e de outras prefeituras do Brasil”, diz Myrian Cardoso.

De acordo com Marco Aurélio Capela, diretor do CTIC, os avanços alcançados com a ferramenta são fundamentais e permitem consolidar novos investimentos tecnológicos estruturantes no Centro para solidificar um grande banco de dados de informações geográficas dos assentamentos urbanos, fortalecendo a transmissão de conhecimentos entre o Ministério das Cidades, as universidades, pesquisadores, prefeituras, técnicos e as milhares de famílias beneficiadas com a titulação.

PERFIL - O primeiro cadastro consolidado no sistema foi o da agricultora familiar e moradora da Vila Nossa do Perpétuo Socorro, localizada na PA-252, no município de Concórdia do Pará, onde reside há três anos na Quadra 2, lote 80, com uma renda familiar de R$ 400 reais. A área do seu imóvel é de 459,6 metros quadrados, tem 54,57 metros quadrados de área construída, sendo quatro cômodos, ou seja, dois quartos, uma sala e cozinha e um banheiro. A moradia é de alvenaria e tem cobertura de telha de cerâmica, porém não tem revestimento e esgotamento sanitário. A água existente na localidade é utilizada no sistema de torneira coletiva e a prefeitura local realiza a coleta lixo. O terreno da agricultora tem ainda uma área livre de mais de 405 metros quadrados.

Para André Montenegro,  coordenador Geral do Projetos da CRF-UFPA, com o desenvolvimento do software, a UFPA abriu uma via de comunicação digital referenciada e sustentável no universo da regularização fundiária brasileira, que fortalece o ensino, a pesquisa e a extensão com o envolvimento multidisciplinar de professores e discentes das áreas de serviço social, engenharia, arquitetura, direito, administração e da comunicação, além da participação de técnicos, servidores públicos e lideranças das comunidades beneficiadas nos projetos de regularização, enfatiza.

SOCIAL - Marlene Alvino, presidente da Comissão, analisa que com os múltiplos efeitos da globalização da economia e o crescente deslocamento populacional das áreas rurais para as áreas urbanas, que impõe a criação de soluções sustentáveis para o planejamento municipal, o Sarf é uma tecnologia social que agrega valor e gera os documentos necessários para a emissão do título com rapidez, garantindo a segurança jurídica da posse da moradia. Além disso, pesquisadores e gestores públicos podem se beneficiar dos dados para desenvolver estudos e implementar políticas públicas para famílias beneficiadas visando a democratização do desenvolvimento local, regional e nacional, além de fortalecer a cidadania das comunidades, conforme previsto na Constituição brasileira”, comemora a presidente.

 

Texto e fotos: Kid Reis – Ascom-CRF-UFPA 

 

 

 

 

 

 

É preciso sonhar, mas com a condição de crer em nosso sonho, de observar com atenção a vida real, de confrontar a observação com nosso sonho, de realizar escrupulosamente nossas fantasias. Sonhos, acredite neles. (Lênin)

Nos próximos dias 27, 28 e 29 de junho, a UFPA sediará um evento em memória de um dos fatos mais marcantes da história mundial. O seminário “100 Anos da Revolução Russa: Lutas, lições e perspectivas para o futuro”, que acontecerá no auditório do Instituto de Ciências da Educação (ICED), pretende não só tratar do evento histórico, mas também discutir as marcas que a revolução deixou para a sociedade do século XX e que reverberam até os dias de hoje, bem como as perspectivas que se pode ter para o futuro a partir dessa influência.

De acordo com Gilberto Marques, professor de Economia da UFPA e membro da coordenação do Seminário, realizar um evento sobre a Revolução Russa 100 anos depois da sua eclosão significa reconhecer a sua importância para a nossa sociedade: “Foi um movimento que influenciou profundamente o mundo, particularmente no século XX. Ciências no geral, política, movimentos sociais, ideologias a favor ou contra, foram profundamente influenciados pela Revolução Russa. E vários desdobramentos posteriores, inclusive na América Latina, tiveram alguma referência nela, como é o caso da Revolução Cubana e outros movimentos que ocorreram no Brasil e em outros países”, comenta o professor.

Além do aspecto histórico, Gilberto destaca a atualidade dessa discussão. Segundo ele, num mundo marcado por ebulições, guerras, conflitos, a ideia do seminário não é simplesmente discutir o passado, mas as possibilidades de transformação do presente, tendo como perspectiva projetos coletivos de transformação social: “É isso que nós queremos retomar enquanto debate”.

 

Tema do evento interessa a diversos públicos

Uma das características da programação é sua interdisciplinaridade e o seu alcance social. Além de envolver diferentes áreas do conhecimento, como História, Sociologia, Economia, Educação e Comunicação, o seminário sobre os 100 Anos da Revolução Russa também alcança outros setores da sociedade que não apenas a academia. Nas mesas de debate, inclusive, estarão presentes representantes de organizações sindicais e movimentos sociais.

Para Gilberto Marques, o evento será marcado por essa diversidade não só no campo da ciência, mas também no aspecto ideológico: “Nós teremos professores da comunicação, economia, serviço social, geografia e mais outros cursos, professores vinculados à questão agrária, movimentos sociais, trabalhadores, estudantes, organizações sindicais, organizações de movimentos sociais, como é o caso dos trabalhadores sem-terra e dos agricultores familiares. Então nós temos um aspecto bastante amplo que configura este seminário, que abrange diversas áreas do conhecimento e diversas composições sociais do ponto de vista da origem de atividades”.

150 anos de “O Capital”

O ano de 2017 também marca os 150 anos de uma das fontes inspiradoras da Revolução Russa: “O Capital”, de Karl Marx, obra em três livros, cujo primeiro deles foi lançado em 1867.

Ainda que seu objetivo maior fosse a construção de uma sociedade sem exploração, Marx se dedicou a compreender as leis do funcionamento da sociedade capitalista, suas limitações (como as crises) e como ocorre a exploração do trabalhador pela burguesia. Entender o funcionamento desta sociedade seria um passo necessário para a sua superação, assim como da contradição principal que a move: capital versus trabalho.

Para debater sobre a importância da obra, no segundo dia do evento a programação contará com uma mesa para discutir a crítica à economia capitalista, com a participação dos professores Claus Germer (UFPR) e Carlos Lima (UNB), ambos especialistas na obra de Marx.

Revolução Russa: contextualização histórica

Uma greve de operários iniciada em 8 de março (fevereiro no calendário russo) de 1917, num bairro operário de São Petersburgo, Rússia, logo se transformou numa forte greve geral que tomou conta do país e se tornou insurreição. Uma semana de protestos e a adesão de parte dos soldados foi suficiente para derrubar o regime ditatorial e o czar Nicolau II.

As sucessivas guerras em que a Rússia havia entrado e ainda permanecia, a falta de alimentos e a concentração de terras foram razões que moveram as multidões.

O país era um império em decadência, apesar do intenso processo de industrialização concentrado em poucas cidades. A população era majoritariamente rural e enfrentava os grandes proprietários e as limitações técnicas e de recursos financeiros, levando grande parte dos camponeses a produzir, quando muito, somente o que consumia.

O governo provisório, de caráter burguês, não conseguiu enfrentar os problemas que haviam gerado a revolução de fevereiro. Cresceu a insatisfação e com ela o Partido Bolchevique que propunha uma solução mais profunda para o país: uma revolução socialista e a tomada do poder pelos trabalhadores.

Nova insurreição ocorreu em outubro do mesmo ano, desta vez sob a palavra de ordem de “Pão, paz e terra”. O governo provisório foi derrubado e os bolcheviques assumiram o país, instituindo um pouco depois o governo dos soviets (que originaria o nome União das Repúblicas Socialistas Soviéticas).

A revolução socialista russa encontrou muitas dificuldades para se afirmar, entre os quais uma feroz guerra civil interna e outra externa para enfrentar os exércitos de outros países que queriam restaurar o governo do czar ou da burguesia.

Com a revolução, a Rússia saiu da condição de um país semifeudal e se constituiu numa das maiores potências políticas e econômicas do planeta. Infelizmente, o poder foi paulatinamente sendo apropriado por uma fração do Partido Comunista Russo. Esse fato, associado a diversos outros elementos, levou ao fim da União Soviética e dos regimes do Leste Europeu.

 

SERVIÇO

Seminário “100 Anos da Revolução Russa: Lutas, lições e perspectivas para o futuro”

Data e Horário:

- 27 de junho (terça-feira), a partir das 14h

- 28 de junho (quarta-feira), das 8h às 18h

- 29 de junho (quinta-feira), das 8h às 16h

Local: Auditório do Instituto de Ciências da Educação - ICED da UFPA (Campus Guamá, Profissional)

Contatos:

3201-8490 (Élida Miranda, Lorena Esteves ou Monique Igreja)

98259-5899 (Gilberto Marques)

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Página no Facebook: www.facebook.com/100anosrevolucaorussa

 

 O projeto Captação de Doadores da Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) específico para hospitais públicos chega na Unidade João de Barros Barreto (UJBB) nesta terça-feira, dia 20, das 8h às 17h, na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) do hospital. Neste dia o Barros Barreto fica de portas abertas para que pessoas de dentro e fora do hospital possam fazer doações. Segundo Rian Gomes, assistente social da Fundação Hemopa, o objetivo da campanha externa da instituição é conseguir maior número possível de doadores para o Banco de Sangue do próprio Barros Barreto. Além disso, a ação visa cadastro de doação de medula óssea para o Hemopa.  O Barros faz parte do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Pará (UFPA)/Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e está localizado na Rua dos Mundurucus, 4.487, no bairro do Guamá, em Belém.  

Rian Gomes informa que para o dia de campanha a meta é ousada, porém necessária, pois existe somente uma forma de salva vidas das pessoas que precisam de sangue: doando sangue. "Queremos alcançar 100 bolsas de sangue e 30 cadastros de doações de medula óssea. Quem não poder doar sangue pode fazer o cadastro de medula óssea. Ou fazer ambos no mesmo dia. Sabemos que não é tarefa fácil, mas acreditamos que com a participação de todos os trabalhadores e da sociedade em geral vamos conseguir. Um hospital dessa magnitude precisa de maior quantidade de sangue possível. Na ação de campanha as doações recebem o código do hospital e elas aparecem como sendo doações feitas do Hemopa para o Barros Barreto", explica Gomes.

O Hemopa encaminha para os pacientes do Barros Barreto de 200 a 350 bolsas de sangue por mês, e o Ministério da Saúde preconiza que o hospital tem que repor pelo menos 50% das bolsas. Em março deste ano, a média de reposição estava entre 27% e 31%. Para reforçar o quadro de doadores e realizar trabalho interno de captação, o Barros oficializou a criação da Comissão de Captação de Sangue e desenvolve o Plano de Captação Hospitalar. O Bettina Ferro de Souza, que também pertence ao Complexo, já possui a sua. A Superintendência do Complexo visa unificar os trabalhos e estuda a possibilidade de criar somente uma comissão para todo o Complexo Hospitalar da UFPA/Ebserh.

"O ideal é os hospitais construírem o Grupo de Trabalho de Doação de Sangue, para que possamos manter essa política de campanha com regularidade e garantirmos sempre sangue o suficiente e de qualidade para todos os pacientes", ressalta o assistente social da Fundação Hemopa.

Parceria - Segundo Elizabeth Pereira, chefa do Setor de Apoio Terapêutico e  coordenadora da campanha no Barros Barreto, a parceria com a Fundação Hemopa é importante para o hospital, principalmente porque o Barros habilitou sua Unidade de Alta Complexidade em Oncologia pelo Ministério da Saúde, por meio da Portaria nº 852, de 8 de maio deste ano.

"Todos sabemos que os pacientes oncológicos necessitam muito de sangue, então temos que reagir mais em busca de doadores e pessoas que possam colaborar com a campanha e serem também doadores permanentes para o hospital. Sabemos que estamos em déficit com o Hemopa e atuamos no resgate do GT de Captação de Doadores de Sangue, para melhorarmos essa política", diz.

Ainda segundo ela, o hospital já começa a avançar nessa iniciativa a partir da semana que vem junto aos pacientes. "Contamos com fluxo de captação pronto e, no momento da admissão no hospital, todos os usuários vão receber formulários de solicitação de captação de doadores, sendo três a cinco por internação. Claro que isso não é uma exigência, mas uma questão de sensibilização, então, vamos pedir o apoio dessas pessoas para garantirmos nosso Banco de Sangue", esclarece a coordenadora da campanha no Barros Barreto.

Na manhã do último dia 12, gestores do Barros Barreto e equipe da Fundação Hemopa estiveram reunidos para conhecer melhor o projeto Captação de Doadores da Fundação e detalhar sobre as ações de mobilização que ocorrem antes e no dia da campanha no hospital.

Quem pode doar sangue – No dia da campanha podem doar sangue pessoas com boa saúde, acima de 18 anos, de preferência, e peso maior que 50 quilos. Não ter feito vacina contra a gripe, dengue, zika, chikungunya e febre amarela nos últimos 30 dias. É necessário portar um dos documentos original com foto (RG, CNH ou Carteira Profissional). Não precisa estar em jejum. O doador deve estar bem alimentado. O Hemopa espera por doação também na travessa Padre Eutíquio, 2.109. Funcionamento para coleta acontece de segunda a sexta, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 17h. Mais informações: 08002808118, de segunda a sábado, das 8h às 18h.

Quem pode doar medula óssea - Para se tornar um doador de medula óssea é necessário ter entre 18 e 55 anos de idade; estar em bom estado geral de saúde; não ter doença infecciosa ou incapacitante; não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico e algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Texto : Cleide Magalhães – Ascom do Complexo Hospitalar da UFPA/Ebserh.

 

 O projeto Captação de Doadores da Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) específico para hospitais públicos chega na Unidade João de Barros Barreto (UJBB) nesta terça-feira, dia 20, das 8h às 17h, na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) do hospital. Neste dia o Barros Barreto fica de portas abertas para que pessoas de dentro e fora do hospital possam fazer doações. Segundo Rian Gomes, assistente social da Fundação Hemopa, o objetivo da campanha externa da instituição é conseguir maior número possível de doadores para o Banco de Sangue do próprio Barros Barreto. Além disso, a ação visa cadastro de doação de medula óssea para o Hemopa.  O Barros faz parte do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Pará (UFPA)/Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e está localizado na Rua dos Mundurucus, 4.487, no bairro do Guamá, em Belém.  

Rian Gomes informa que para o dia de campanha a meta é ousada, porém necessária, pois existe somente uma forma de salva vidas das pessoas que precisam de sangue: doando sangue. "Queremos alcançar 100 bolsas de sangue e 30 cadastros de doações de medula óssea. Quem não poder doar sangue pode fazer o cadastro de medula óssea. Ou fazer ambos no mesmo dia. Sabemos que não é tarefa fácil, mas acreditamos que com a participação de todos os trabalhadores e da sociedade em geral vamos conseguir. Um hospital dessa magnitude precisa de maior quantidade de sangue possível. Na ação de campanha as doações recebem o código do hospital e elas aparecem como sendo doações feitas do Hemopa para o Barros Barreto", explica Gomes.

O Hemopa encaminha para os pacientes do Barros Barreto de 200 a 350 bolsas de sangue por mês, e o Ministério da Saúde preconiza que o hospital tem que repor pelo menos 50% das bolsas. Em março deste ano, a média de reposição estava entre 27% e 31%. Para reforçar o quadro de doadores e realizar trabalho interno de captação, o Barros oficializou a criação da Comissão de Captação de Sangue e desenvolve o Plano de Captação Hospitalar. O Bettina Ferro de Souza, que também pertence ao Complexo, já possui a sua. A Superintendência do Complexo visa unificar os trabalhos e estuda a possibilidade de criar somente uma comissão para todo o Complexo Hospitalar da UFPA/Ebserh.

"O ideal é os hospitais construírem o Grupo de Trabalho de Doação de Sangue, para que possamos manter essa política de campanha com regularidade e garantirmos sempre sangue o suficiente e de qualidade para todos os pacientes", ressalta o assistente social da Fundação Hemopa.

Parceria - Segundo Elizabeth Pereira, chefa do Setor de Apoio Terapêutico e  coordenadora da campanha no Barros Barreto, a parceria com a Fundação Hemopa é importante para o hospital, principalmente porque o Barros habilitou sua Unidade de Alta Complexidade em Oncologia pelo Ministério da Saúde, por meio da Portaria nº 852, de 8 de maio deste ano.

"Todos sabemos que os pacientes oncológicos necessitam muito de sangue, então temos que reagir mais em busca de doadores e pessoas que possam colaborar com a campanha e serem também doadores permanentes para o hospital. Sabemos que estamos em déficit com o Hemopa e atuamos no resgate do GT de Captação de Doadores de Sangue, para melhorarmos essa política", diz.

Ainda segundo ela, o hospital já começa a avançar nessa iniciativa a partir da semana que vem junto aos pacientes. "Contamos com fluxo de captação pronto e, no momento da admissão no hospital, todos os usuários vão receber formulários de solicitação de captação de doadores, sendo três a cinco por internação. Claro que isso não é uma exigência, mas uma questão de sensibilização, então, vamos pedir o apoio dessas pessoas para garantirmos nosso Banco de Sangue", esclarece a coordenadora da campanha no Barros Barreto.

Na manhã do último dia 12, gestores do Barros Barreto e equipe da Fundação Hemopa estiveram reunidos para conhecer melhor o projeto Captação de Doadores da Fundação e detalhar sobre as ações de mobilização que ocorrem antes e no dia da campanha no hospital.

Quem pode doar sangue – No dia da campanha podem doar sangue pessoas com boa saúde, acima de 18 anos, de preferência, e peso maior que 50 quilos. Não ter feito vacina contra a gripe, dengue, zika, chikungunya e febre amarela nos últimos 30 dias. É necessário portar um dos documentos original com foto (RG, CNH ou Carteira Profissional). Não precisa estar em jejum. O doador deve estar bem alimentado. O Hemopa espera por doação também na travessa Padre Eutíquio, 2.109. Funcionamento para coleta acontece de segunda a sexta, das 7h30 às 18h, e aos sábados, das 7h30 às 17h. Mais informações: 08002808118, de segunda a sábado, das 8h às 18h.

Quem pode doar medula óssea - Para se tornar um doador de medula óssea é necessário ter entre 18 e 55 anos de idade; estar em bom estado geral de saúde; não ter doença infecciosa ou incapacitante; não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico e algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Texto : Cleide Magalhães – Ascom do Complexo Hospitalar da UFPA/Ebserh.

 

A Biblioteca Central (BC) da UFPA promoverá no dia 14 de junho, o treinamento para a utilização do Portal de Periódicos da Capes com o objetivo de divulgar e levar conhecimento à comunidade acadêmica sobre o acesso às bases de dados e aos recursos de pesquisa que são oferecidos pelo portal, bem como divulgar as atualizações, esclarecer dúvidas e receber sugestões dos usuários. O curso será ministrado pelas bibliotecárias Carmecy Ferreira de Muniz e Maria de Lourdes Costa, representantes do Portal na Região Norte.

O treinamento ocorrerá no dia 14 de junho, no horário da manhã das 9h às 12h e à tarde, das 15h às 18h, no auditório da BC, é aberto ao público, com direito à certificado de 3h.

Mais informações

Telefones: (91) 3201-7362 E-mails: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. e O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.